domingo, 19 de novembro de 2017

CAMPO DE PROVAS DA MARAMBAIA

O livro "Barra de Guaratiba e a II Guerra Mundial" 

 

Narra a odisséia vivida por Barra de Guaratiba e seus moradores na época da II Guerra Mundial com a construção do Polígono de Tiro da Marambaia e da Ponte Eurico Gaspar Dutra. A Restinga da Marambaia naquele momento precisava de proteção por se encontrar o litoral desguarnecido com uma vasta praia banhada pelo Oceano Atlântico e os Alemães afundando nossos navios. Para sua proteção pela parte da Barra de Guaratiba, só através de uma ponte e uma estrada ao longo da praia. No final da década de 30 e início década de 40 já se trabalhava nesse sentido extraindo pedra na altura do Campo de São João (na Estrada da Barra); ocupando uma casa próxima à maré para os serviços burocráticos (denominada “Casa do Porto”); um cabo aéreo para envio do material e uma balsa para a travessia de trabalhadores que dariam início àquela grandiosa obra. Então, foi colocado na montanha um Destacamento Antiaéreo na “Pedra do Telégrafo” e numa das mais altas dunas da Restinga, e através de um gerador, o rádio transmitia as notícias sobre a guerra. A movimentação era grande para a conclusão daquela imensa obra. Tão importante empenho daquela gente em defesa de seu território; não só, vendo seu pacato lugarejo se transformando em uma cidade movimentada com a construção da ponte e do Polígono de Tiro, mas também vendo seus filhos, alguns ainda muito jovem partindo para o "front" de batalha na Itália sem a perspectiva de voltar com vida. Todos que, ali trabalhavam em defesa da Barra de Guaratiba e da Pátria, merecem o reconhecimento dos que hoje gozam das obras deixadas por aqueles heróis.
ATUALMENTE O CPrM SE CHAMA CAEx.

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